Categorias

Aproveite o post

Curiosidades

Duo Gourmet Especial 8 de Março: Quem são as mulheres na gastronomia? 

Duo Gourmet Especial 8 de Março: Quem são as mulheres na gastronomia?

Por Carol Prado*

 

O 8 de março é o Dia Internacional da Mulher, oficializado pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1975. Algumas pessoas consideram a data como uma forma de homenagear as mulheres, mas o verdadeiro significado do dia está bem longe disso. 

Não, os direitos dos homens e das mulheres não são iguais. Ainda temos um longo caminho a percorrer, direitos à serem conquistados e pensamentos a serem discutidos e mudados. O dia 8 de março é dia um dia de luta, de valorizar o que é feminino, o que é feito por e para mulheres. 

Por isso, o Duo preparou um Especial 8 de março, com um pouco da história das mulheres na gastronomia e destacando algumas das Chefs parceiras. 

 

Porque dia 8 de março?

A data foi determinada a partir de uma sucessão de fatos históricos. Geralmente se relaciona o 8 de março a um incêndio ocorrido em Nova York em 25 de março de 1911 na Triangle Shirtwaist Company. 146 trabalhadores morreram, sendo 125 mulheres e 21 homens. O episódio trouxe à tona as más condições de trabalho na Revolução Industrial. Para saber mais detalhes sobre as origens do 8 de março, leia essa matéria da BBC.

 

A mulher na gastronomia

A primeira lembrança afetiva que temos em relação à comida geralmente é uma refeição preparada por uma mulher. A comidinha da mamãe ou da vovó, que sempre nos remete à cheiros, sabores e cores. No entanto, porque há tão poucas mulheres como Chefs de cozinha? 

A antropóloga Paula Pinto e Silva, em entrevista para a Folha, afirma que o ‘território’ da cozinha profissional ser masculino se deve aos lugares sociais dados ao homem e a mulher. “A cozinha profissional faz parte do universo do trabalho, onde as mulheres não podiam entrar. (…) Elas cozinhavam no território doméstico, onde bastava que fossem intuitivas. A cozinha do cotidiano sempre foi considerada menos importante”. 

Há justificativas dos mais diversos cunhos, que, na verdade, não justificam nada. Essas ‘desculpas’ muitas vezes maquiadas como protetoras, baseadas na ideia de sexo frágil, ofuscam histórias incríveis como e das mères (mães) de Lyon. A cidade é considerada a capital da gastronomia francesa. São mais de 2.000 restaurantes, sendo cenário para histórias dessas mulheres.

Elas eram as antigas cozinheiras das ricas famílias burguesas locais. Na primeira metade do século XX, não tiveram mais condições financeiras para mantê-las. Algumas decidiram então trabalhar por conta própria ou a serviço de restaurantes. Desde então, os conhecimentos foram repassados de geração a geração. (Fonte: Sabor à Vida Gastronomia).

 

As mulheres na gastronomia

Em homenagem à elas, vamos compartilhar histórias incríveis de adoradas Chefs.

 

Belo Horizonte – Mariana Gontijo, O Tacho

Duo Gourmet mulheres na gastronomia

Mariana Gontijo começou na gastronomia em 2015, quando largou o direito para se dedicar à cozinha. “Eu sempre me questionei muito qual seria o meu dom e o que seria o que eu vim nesse mundo para fazer (risos). Muita gente tem a possibilidade de descobrir logo cedo, eu precisei trilhar um caminho mais longo até descobrir que a cozinha era minha alma mesmo e a minha melhor forma de expressão”. 

Sua cozinha valoriza técnicas de cozinha tradicional, agroecologia, agriculturas familiares, alimento artesanal, e cultura alimentar. Para ela, foi um choque perceber que, dentro da academia, a cozinha internacional era comemorada e a cozinha regional tinha pouco protagonismo. “A posição de uma mulher como Chef de cozinha e empreendedora, e que busca trabalhar questões tão polêmicas, eu acredito que seja um dos meus maiores desafios. Não de lidar com esses ingredientes, mas de lidar com as possíveis rejeições do mercado e principalmente lidar com as rejeições de quem já está no mercado”.

A Chef frisa a importância de quebrar a cultura da rivalidade para que as mulheres tenham mais oportunidades, não só na gastronomia. “Eu diria para todas olharem para as mulheres que estão em torno, enxergarem em cada uma delas uma forma de apoio, fortalecer essa forma de apoio… que nós consigamos cada vez mais alcançar posições, alcançar mercados, fortalecer nossos propósitos, e juntas deixarmos o mundo mais doce, mais feminino”.

 

Ribeirão Preto – Fernanda Silva Perroni, Compota Comida Casual

Duo Gourmet Mês da mulher

Com influências das mulheres da família, mãe, avós, tias, Fernanda começou muito cedo na gastronomia. Foi sócia de um restaurante, mas tinha vontade de fazer pratos que fossem mais ligados à sua essência. “Como eu já tinha uma vontade muito grande de mudar o segmento e fazer alguma coisa em que eu pudesse dar um pouco mais de mim e fazer aquilo que me desce um pouco mais de prazer, e não ser uma comida do dia e dia, o Compota nasceu”. 

O Compota é… “Imagine que você está numa casa que te trouxe muita alegria, que te remeta a um momento muito bom da sua vida e que você seja acolhido, não simplesmente um lugar em que você vai comer”. Para a Chef, a comida tem o poder de restaurar as pessoas. “Porque você é capaz de dizer quem você é através do prato, através da comida… e a comida tem um poder de mudar as pessoas emocionalmente, socialmente. Eu acho que isso é lindo na gastronomia”. 

Fernanda afirma que, se você tiver um desejo muito grande de colocar a mão na massa e imprimir sua identidade nela, e gastronomia é para você. “Os desafios são iguais as outras carreiras mas é muito gratificante fazer alguma coisa que saia do seu íntimo, do seu ser, e que as pessoas comam e se sintam muito contentes, muito felizes, muito saciadas, não por ser uma comida mas por tocar seu coração. Se for assim vale a pena. Se não for vai ser um trabalho muito cansativo e exaustivo”.

 

Salvador – Rosa Guerra, Larriquerrí

Duo Gourmet Mulheres na gastronomia

“Foi algo que eu não esperava, tomar essa proporção que tomou”, conta Rosa Guerra, Chef do Larriquerrí. Ela, que foi funcionária pública, decidiu abrir um pequeno restaurante depois de se aposentar, mas a propaganda boca a boca e os dotes culinários da Chef transformou a casa em um restaurante referência. 

“Meu diferencial é sempre estar aberta a sugestões. E esse diferencial faz inclusive parte da filosofia da gente, que é cozinha afetiva, uma cozinha de memória. Gosto muito quando os clientes falam ‘ah, eu tenho uma receita, minha mãe fazia…’ eu acho super legal isso. Você satisfazer aquela vontade da memória, afetiva”. 

Rosa diz que é muito interessante a forma com que os homens se apropriaram da cozinha, lugar historicamente feminino, das mães e avós. “Os homens acham que na cozinha eles sabem mais que as mulheres. Não sei se é porque eles se acham mais fortes fisicamente… confundem isso de ser forte fisicamente com capacidade, né? Eu já tive problema sim, como mulher na cozinha, de ter que mandar em uma equipe, e um homem, eu mandava e ele não fazia”. 

Para o dia internacional das mulheres, ela acrescenta: “Ao invés de flores, reconhecimento de capacidade e conhecimentos”. 

 

Campinas – Jaqueline Mechi Katecare, Kaizen Japanese Food

Duo Gourmet mulheres na gastronomia

Jaqueline faz aniversário no dia 8 de março e é uma prova de força feminina. Ela começou na gastronomia cuidando de compras e boas práticas no restaurante do marido, mas a culinária japonesa despertou sua curiosidade. “Como fui me apaixonando, comecei a pesquisar a culinária japonesa a fundo, para que fosse possível inovar os pratos, mantendo as técnicas e tradições milenares. Diante disso, em 2014 decidi fazer um curso de Gastronomia para poder aprender melhor as técnicas e assim poder aplicá-las no Kaizen”. 

Para ela, o ponto marcante de sua trajetória foi quando decidiu definitivamente entrar na cozinha para aprender. “Como ainda não sabia cozinhar culinária japonesa, foi complicado, pois alguns colaboradores não gostavam de ensinar. Foi necessário buscar informações e conhecimentos sozinha, além de conquistar a cada dia as pessoas que trabalhavam comigo”.

Jaqueline acredita que, hoje em dia, a mulher está alcançando a igualdade, mas que ainda não é fácil ser uma Chef. “É necessário se afirmar o tempo todo. Principalmente dentro de uma cozinha japonesa, que é um território historicamente associado aos homens. É necessário até provar que você consegue carregar um caldeirão pesado dentro de uma cozinha. Mas essa disputa que temos que passar nos dá um empurrão para mostrarmos que somos sim fortes e capazes”.

 

São Paulo – Marcia Garbin, Gelato Boutique

Duo Gourmet mulheres na gastronomia

Marcia Garbin se formou em 2003 na Le Cordon Bleu de Paris e desenvolveu sua carreira entre a França e a Itália por quase 10 anos. “Trabalhei com grandes nomes da confeitaria e recebi diversos prêmios e reconhecimentos internacionais quando ainda estava na Europa. Voltando para o Brasil, abri a Gelato Boutique, uma gelateria autoral que valoriza os ingredientes e a gastronomia brasileira”. 

Para ela, ser mulher é um grande diferencial na gastronomia. “Acredito que me ajude a ter um olhar diferente dentro de um mundo tão predominantemente masculino. Minha vivência internacional e interesse por todas as artes também me garante um repertório que me ajuda muito. Acredito ter uma voz única dentro da gastronomia, não digo melhor ou pior, mas com certeza única”.

“O início é difícil, pois somos realmente uma minoria, especialmente nos cargos mais altos. É preciso muito empenho e trabalho duro para conseguir o mínimo de reconhecimento, eu conheço bem essa realidade. Mas depois que você conquista seu espaço, eu acredito que as dificuldades iniciais se tornem uma força, você se sente pronta para tudo”.

 

São José do Rio Preto – Jessyca Rima Basmaji, Atelier du Fouet

Duo Gourmet mês da mulher

Jessyca passou anos dividindo seu tempo entre seu emprego como secretária em horário comercial, a confeitaria e a maternidade. Há oito meses, ela se dedica exclusivamente à confeitaria. “A mulher sempre foi vista como a cozinheira. É como se a gente nascesse com esse rótulo, que fosse natural lidar com o fogão. Porém, era (e ainda é) muito difícil sermos vistas como Chefs de cozinha, como profissionais desta área. Se posicionar e ser enxergada dessa maneira é um desafio diário que faço questão de superar!”

Ela venceu o reality do SBT Interior com o “melhor bolo de chocolate do interior” o que a deu confiança para viver da confeitaria. “Viver ‘de’ cozinha não é só possível, como pode ser extremamente prazeroso e lucrativo”.

“A todas as mulheres que sentem que são boas nas panelas, que os olhos brilham ao desenvolver uma receita e o coração fica quentinho ao ver que as pessoas ficam felizes ao experimentar suas delícias, tenho uma boa notícia: você pode ser muito bem sucedida e realizada tendo a gastronomia como profissão! Seja a Chef da sua história!”

 

Maceió – Letícia Melro, Toscana

Duo Gourmet Mulheres na gastronomia

 

“Antes de abrir o Toscana, eu nunca tinha gerenciado uma empresa. De repente aos 28 anos me vi dona de um restaurante, comandando uma cozinha”, conta a Chef Letícia Melro Bentes. Ela estudou gastronomia aos dezoito anos, em Recife, mas não exerceu a profissão de imediato. 

Cinco anos depois, ela foi a São Paulo fazer uma especialização e decidiu ingressar no ramo. “Minha maior dificuldade foi o fato de eu comandar uma equipe de pessoas com anos de experiência. Eu, mulher, mais nova do que todos da minha equipe, foi preciso muito jogo de cintura, muita confiança e admiração de ambas as partes”.

Letícia dá conselhos para quem vai começar na gastronomia: “Não tenham medo! Saibam se impor! Nunca abaixem a cabeça, mas tenham sempre humildade. Ninguém sabe de tudo! Sejam curiosas e queiram aprender com todos que trabalham ao seu redor”.

 

Florianópolis – Patricia Coracini, Le Rose

Duo Gourmet Mulheres na gastronomia

Comida cheia de sabor, tempero e amor. Por trás do menu afetivo do Le Rose, em Florianópolis, está a Chef Patricia Coracini. Partem da cozinha sob a batuta de Patricia pratos que são um verdadeiro afago ao paladar dos clientes. “Meu estilo de culinária é bem tradicional, comida de casa é o que mais gosto de fazer”.

Na história da Chef, um ponto em comum a outras mulheres que se arriscam no território masculino: ter sido braço direito e esquerdo de chefs homens por muito tempo sem o devido reconhecimento. Mas o jogo virou e há três meses é feminina a voz de comando na cozinha do restaurante com nome de flor. 

“Trabalho com cozinha há 10 anos. Já passei por todos os setores de uma cozinha e estou há três meses trabalhando como Chef pela primeira vez. Os pontos mais marcantes sempre foram as dificuldades de aprender tudo praticamente sozinha e com a ajuda dos colegas, sem formação acadêmica, aprender fazendo, praticando, lendo e pesquisando”.

 

Fortaleza – Manuela Wayne, Doceville

Duo Gourmet mulheres na gastronomia

Manu cresceu vendo a mãe cozinhar. “Eu cresci vendo minha mãe fazer Brownie desde que eu tinha nove anos de idade. Eu sempre gostei de ajudar, mas levava isso como brincadeira”. Ela cursou direito, mas, durante um intercâmbio na França, se apaixonou pela gastronomia. “Acabei fazendo vários cursos, foi quando e gente decidiu que ia abrir e Doceville quando eu voltasse”. 

Segundo ela, seu diferencial é fazer tudo com muito amor. “Dedicação total, em todos os detalhes. Não só nos doces e salgados, na comida em si, que acho que é o básico… mas um cuidado todo especial no atendimento e no ambiente… em como a gente vai fazer a experiência daquele cliente virar um momento importante e eterno”.

Ela recomenda para as mulheres que façam o que amam. “…porque quando se faz o que ama tudo dá certo. Quando e gente consegue imprimir tudo que sente, nosso amor na cozinha para nossos clientes, os resultados são maravilhosos e é muito gratificante o retorno de tudo isso”.

 

Recife – Carla Chakrian, Terraço da Maricota

Duo Gourmet mulheres na gastronomia

Carla começou em 2001 como lavadora de pratos em um restaurante em Recife. Logo em seguida fui para São Paulo fazer cursos e me aperfeiçoar na área e passou por vários restaurante e hotéis de Pernambuco, entre eles o Six, Ça Va Bistrô, Summerville e Recife Palace.

A Chef conta sobre os pontos mais marcantes da sua trajetória. “O ponto que mais me marcou positivamente, foi o meu estágio no Attimo em  São Paulo. E negativamente, quando fui discriminada por ser mulher”. Para ela, a parte mais difícil de ser mulher na cozinha é ser mãe. Apesar das dificuldades Carla afirma: “amo demais minha profissão e não faria outra coisa em minha vida”. 

 

Rio de Janeiro – Salua Bueno, Amélie Crêperie et Bistrot

Duo Gourmet Mês da mulher

Salua vem de uma área distante da gastronomia. Ela, que trabalhava com economia, sempre foi apaixonada pela gastronomia. “sempre gostei de cozinhar em casa, mas havia uma voz que me impulsionava a empreender nessa área. Tive coragem, larguei minha trajetória acadêmica e fui atrás de um sonho”.

No início, Salua teve suporte de pessoas que dominavam a área, mas, com o tempo, ela passou a assumir a criação dos pratos. “Ao longo do tempo eu tive certeza que estava no lugar certo, minha paixão pelo negócio só aumentava e então, comecei a assumir a criação dos pratos e foi um caminho sem volta”.

Para a Chef, o olhar feminino faz toda a diferença: “somos muito detalhistas, entendemos o que as consumidoras sentem falta… no final normalmente a mulher escolhe o restaurante. Eu acredito que temos um campo enorme a ser explorado. Mostramos que fazemos muita diferença com nossa sensibilidade e cuidado”.

 

Salvador – Leila Carreiro, Dona Mariquita Cozinha Patrimonial da Bahia

Duo Gourmet mês da mulher

Leila Carreiro é otimista: não vê dificuldades na cozinha por ser mulher. A ideia inicial de seu restaurante foi servir comida de feira: “comida popular servida nos mercados e feiras livres, apreciada por muitos, mas com segurança alimentar e conforto”. 

Ela conta que, 5 anos depois, o Dona Mariquita trás para as mesas a “comida típica de matriz africana que deixaram de fazer parte do dia-a-dia dos baianos”. O diferencial da casa são os ingredientes e os pratos de regiões diversas da Bahia.

Para as mulheres que estão começando, e Chef Leia recomenda: “tenham sempre segurança no que fazem através de conhecimento técnico e cultural, isso faz toda  diferença”.

 

Brasília – Elizete Monteiro dos Reis, Figueira da Villa

Duo Gourmet mulheres na gastronomia

Elizete começou na gastronomia trabalhando numa franquia de fast food. Depois, teve uma oportunidade no restaurante Figueira da Villa, onde pode desenvolver seus conhecimentos culinários e crescer até se tornar cozinheira Chef da casa. Ela afirma que as dificuldades para as mulheres não são necessariamente na cozinha. 

“A gente ainda tem muito preconceito no país que a gente vive. Aqui não, aqui nunca tive preconceito, sempre fui respeitada… mas  verdade é essa: o nosso preconceito é no geral né. As pessoas não valorizam a mão de obra feminina como valorizam a masculina”. Para quem está começando, a Chef orienta: “ tenham prazer no que fazem, carinho, amor e dedicação. E não desistam nunca”. 

 

Carol Prado, produtora de conteúdo no Duo Gourmet, em parceria com Ana Laura (co-fundadora do Duo Gourmet, Belo Horizonte), Lara Galvão (city manager Brasília), Carol Mezzalita (city manager Campinas), Laura Coutinho (city manager Florianópolis), Karine Egypto (city manager Fortaleza), Tarci Maria Guimarães (city manager Maceió), Bárbara Peixoto (city manager Recife), Pedro Melo (city manager Ribeirão Preto), Rodrigo Vaz (city manager Rio de Janeiro), Tereza Carvalho (city manager Salvador), Rebeca Ferraz (city manager São José do Rio Preto) e José Luiz Soares (city manager São Paulo). 

Esse post merece 5 estrelas?
[Total: 0 Média: 0]

Related posts

2 Comments

  1. Laura

    Linda e necessária matéria. Parabéns!

    1. Carol Prado

      Muito obrigada, Laura! Ficamos felizes que gostou 😄

Deixe uma resposta

Required fields are marked *

Quer experimentar o Duo Gourmet por 30 dias GRÁTIS? Utilize o CUPOM 30DIAS. RESGATAR MEU CUPOM
+ +